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Cabo Verde tem dado passos muito largos na área de prestação de serviços em várias áreas, e uma delas que nos últimos anos cresceu significativamente é a área de TIC, com a criação de várias empresas nessa área, algumas delas hoje com uma estrutura muito coeso e forte para prestação de serviço ao sector público e privado.
O Governo tem tomado medidas que visam o desenvolvimento do sector privado, mas ainda muito timidamente. Falta agora o Governo deixar de fazer o papel do privado.
O assunto é mesmo isso, um dos exemplos aqui em Cabo Verde é a Internacionalização do Governo no âmbito das TIC´s (Nosi), vejamos alguns dos objectivos do nosso Governo:
1 - Foi criada uma lei de Internacionalização das empresas PRIVADAS caboverdianas, onde o Governo até disponibiliza incentivos e apoio para essa internacionalização;
2 - O Governo tem o objectivo de crescimento da economia em 2 dígitos, facilitando o ambiente de negócio, para que o privado cresça;
3 - O Governo tem o objectivo de criar milhares de postos de trabalho. Não acredito que será a função pública a empregar todos, mas sim fazendo com que haja mais investimentos nacionais e internacionais dos privados;
Enfim, o nosso Governo tem uma série de objectivos económicos que só serão possiveis se realmente melhorar o ambiente de negócio em Cabo Verde, estimular o privado a produzir mais e mais.
Agora vejamos alguns factos que têm ocorrido no sector das TIC em Cabo Verde (Tecnologias de Informação e Comunicação ) :
1 - O Governo possui um órgão chamado NOSI (Núcleo Operacional para a Sociedade de Informação ), criado para o Desenvolvimento do Governo Electrónico e Sociedade de informação;
Desde da sua criação, tem desenvolvido projectos que vieram mudar a interação do cidadão, com o próprio Governo e as empresas, com os chamado G2C, G2G e G2B. Foi criada numa altura em que Cabo Verde não tinha muitas empresas de TIC, mas hoje, com a quantidade de empresa que já existem no mercado, não faz sentido o NOSI continuar como está ou ainda pior, estar a expandir-se para o campo internacional e a concorrer com as empresas privadas de forma desigual, no País e no Estrangeiro.
Cabo Verde é um pais democrático, do qual o Caboverdiano deverá orgulhar-se muito, mas o Nosi não pode ter uma postura de querer desenvolver a economia, isto é o papel do privado. Acredito que o nosso Governo não tem conhecimento dos factos que acontecem no Nosi, mas o sector Privado esta atento a tudo, e não vai permitir que as coisas continuem como estão ou até piorem. Porque no caminho em que vamos, é a morte de todo o sector privado das TIC, que é uma área que nos próximos anos terá maior crescimento em Cabo Verde, se realmente o Governo executar bem as suas políticas nesta área.
Em muitos dos fóruns o Nosi falou que não temos um sector privado forte, com capacidade, mas isso minha gente é muito tabu, é tentar mascarar as coisas para, o mesmo Nosi, continuar a reinar e a fazer o papel do privado.
O Nosi tem concorrido a concursos internacionais em outros Governos, deslocando quadros para estes países para a implementação de sistemas, deixando as instituições governamentais com dificuldades.
Quem paga ?
Não seria este o papel do privado? E o Governo promover o privado junto destes países?
Nós todos sabemos e concordamos com o desenvolvimento e o reconhecimento que o País ganhou com as TIC e o papel que o Nosi teve neste processo, mas como tudo na história é feito de momentos, e é chegado o momento da transformação do Nosi, para que o privado possa ter o espaço que lhe é devido e assim contribuir para o crescimento a 2 dígitos da economia caboverdiana.
2 - O sector privado tem dado passos largos, na capacitação de quadros nacionais em várias tecnologias, fazendo parcerias com grandes empresas internacionais da área, certificando técnicos, criando condições de trabalho para os mesmos, tudo com recursos próprios.
O privado contribui com impostos, na criação de valor para a economia. O que aqui se está a dizer, é que não queremos ter uma sociedade democrática, com políticas económicas que não se coadunem com a democracia. Para o bem de Cabo Verde e para o crescimento da economia, precisaremos de um Nosi que seja o interlocutor entre o Estado e o Privado, que seja um facilitador de oportunidades para as empresas, que deve desenvolver as políticas para a implementação do e-Gov, um regulador para que o Estado tenha produtos de qualidade.
Sector Privado não pode esperar por muito mais tempo, para que haja mudanças, queremos sim, que as coisas se resolvam, e que não tenhamos uma classe desmotivada para investir no próprio País. E com o risco de todas as empresas fecharem as portas.
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quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Internacionalização do Governo de Cabo Verde
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