terça-feira, 25 de julho de 2017

O DOM DE SER MULHER DEPOIS DOS 40

Gostei tanto deste texto do José Saramago que tenho de o partilhar aqui.


"Nos encontramos em um momento no qual nos permitimos crescer e curar aquelas feridas e questões que haviam ficado sem resolver na primeira metade da nossa vida.

Quantos anos tenho?

Tenho a idade em que as coisas são vistas com mais calma, mas com o interesse de seguir crescendo.

Tenho os anos em que os sonhos começam a acariciar com os dedos e as ilusões se convertem em esperança.

Tenho os anos em que o amor, às vezes, é uma chama intensa, ansiosa por consumir-se no fogo de uma paixão desejada.

E outras vezes é uma ressaca de paz, como o entardecer em uma praia.

Quantos anos tenho?

Não preciso de um número para marcar, pois meus anseios alcançados, as lágrimas que derramei pelo caminho ao ver minhas ilusões despedaçadas…

Valem muito mais que isso

O que importa se faço vinte, quarenta ou sessenta?!

O que importa é a idade que sinto.

Tenho os anos que necessito para viver livre e sem medos.

Para seguir sem temor pela trilha, pois levo comigo a experiência adquirida e a força de meus anseios.

Quantos anos tenho? Isso a quem importa?


Tenho os anos necessários para perder o medo e fazer o que quero e o que sinto. "

O DOM DE SER MULHER DEPOIS DOS 40 – POR JOSÉ SARAMAGO

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Me Perguntas ??????


Me perguntas porque faço, o que faço ?
Faço porque me perguntas porque faço o que me perguntas 
E assim ficamos, ou será que ficamos no que me perguntas porque faço o que me perguntas ?
Mas porque será que me perguntas porque faço o que me perguntas ?
Será que, porque faço o que queres fazer que eu faço, ou porque faço o que queres, que eu faça.
É assim vamos interrogando uns e outros, do que faça ou do que quer fazer.
Em vez de simplesmente fazermos o que queremos fazer, e deixar os outros fazerem o que querem.
Será isso uma incógnita ?
Será difícil eu fazer o que quero, sem ser aquele que tu queres que eu seja ou fazer aquilo que queres que eu faça ?
Mas, acredita, vou fazer aquilo que quero fazer e ser aquele que quero ser..........






quinta-feira, 27 de abril de 2017

O Ser do Ser - Humano versus Robot

É um dilema que vamos conviver nos próximos tempos, não sei se estarei aqui para presenciar isso, mas as previsões dizem que não durará muito para estarmos a cruzar na rua com algum, apesar que já temos muitas máquinas mecanizadas a fazer trabalhos que um ser humano poderia fazer (bots).

Estamos vivendo uma era onde muito se fala da inteligência artificial, alguns fazem previsões catastróficas  outros nem por isso, pelo contrario, como o Elon Musk que quer revolucionar nessa área da inteligência artificial.

Mas como será o robot que vem aí ? Muitos estão preocupados com essa ideia de o robot vir a substituir o homem, que nem estão a reparar que os Homem estão se transformando em um robot, não em aquele robot que poderemos ter a ideia de ver nos filmes, um monte de metal que faz as coisas mecanizadas que anda de uma forma descoordenas, mas sim um robot com cara de humano mas é um robot.

Afinal o que é um robot ? É uma máquina com inteligência artificial que poderá fazer Terefas que hoje nós humanos fazemos. Não vale a pena entrar aqui em detalhes da inteligência artificial porque o artigo não tem este objetivo, mas sim de nos levar a pensar nas atitudes dos humanos da nossa era.

E o Homem ? É um ser humano inteligente com inteligência emocional, no futuro será isso a nos diferenciar dos robots ? A inteligência emocional.

Porque o que tem acontecido no mundo, a guerra na Síria, os refugiados, os náufragos nos mares da Europa com milhares de pessoas a morrerem, os ataques terroristas, enfim, são tantas atrocidades que o Homem dotado de toda a inteligência, em todo sentido lato da palavra, tem feito que fico a pensar, será que seremos nós os robot e os que por ai virão serão os humanos ? A frieza do ser humano é cada dia mais evidente que se duvida que este ser, é feito de carne e osso, que tem alguma emoção na sua constituição. Poderíamos dizer que não, que este, sim, é um robot que tem apenas a inteligência artificial de fazer coisas que a emoção não consegue interferir.

Porque os robot até onde ainda se sabe, estes o homem sempre poderá programa-lo a fazer aquilo que deverá ser o certo ou correcto, atribui-lo tarefas e desligar quando não o for mais preciso. Até mesmo fazê-lo um reset (re-iniciar). 

Confesso que tenho medo, do que penso, no que o SER, nós humanos temos vindo transformar-nos.

Vejo pelo recente jogo macabro que inventaram chamado "baleia azul" que leva a pessoa no final do jogo a se matar. Onde já há muito casos registado de jovens que se suicidaram por caso deste estúpido jogo. Será isso um sinal que estamos a deixar de ser humano ?

Mas será que já não estamos perder esta inteligência ? A emocional.

Devemos preocupar com os Robot ? Com a Inteligência Artificial ? Será isso o nosso foco ? De nós SERES Humanos desta Era.

Eu iria apostar na Inteligência Emocional (é um conceito em Psicologia que descreve a capacidade de reconhecer e avaliar os seus próprios sentimentos e os dos outros, assim como a capacidade de lidar com eles. Pelo ponto de vista da filosofia, é a competência responsável por boa parte do sucesso e da capacidade de liderança de um ser humano.)


Não tenho receio da Inteligência Artificial, ou do que de ela se vier a construir. Mas sim, tenho receio de o ser humano perder a sua Inteligência Emocional.